PENSAMENTOS de Giacomo Leopardi na Revista E do Semanário EXPRESSO por Pedro Mexia

“Há outras passagens notáveis nos “Pensamentos”, algumas das quais muito modernas, como a obsessão em ser “autor” ou o poder destrutivo e defensivo do riso. O tédio é um tema recorrente: muitas das vilezas que as pessoas fazem servem antes de mais para combater o tédio. Já a frivolidade é vista como um bem, porque não há convívio sem trivialidade. Mas uma e outra vez o texto volta à melancolia teatral dos jovens, aos velhos que acham que o clima mudou porque eles mudaram, aos jovens que à medida que o tempo passa se vão contentando com menos, aos velhos que coleccionam efemérides para impedir que o passado se apague. Leopardi evita casos na primeira pessoa, mas é fácil pressentirmos uma fortíssima ressonância autobiográfica. Porque ele nos aconselha, com evidente mágoa, a não confiarmos em ninguém; porque diz que só escolhe o bem quem não teve escolha; porque lamenta a insuficiência do mundo face à vastidão do espírito.”

— Pedro Mexia, sobre PENSAMENTOS de Giacomo Leopardi, Revista E do Semanário Expresso 25.08.2018

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