LISÍSTRATA, ARISTÓFANES
Título: Lisístrata
Autor: Aristófanes
Tradução, comentário e apêndices: João Constâncio
Introdução: Luisa Buarque e João Constâncio
Revisão: Mariana Pinto dos Santos
Capa: A partir da imagem de uma mulher carregando um falo, motivo cómico de um vaso grego (cratera), datado aproximadamente de 470 a.C., conservado no Altes Museum de Berlim.
Design e paginação: Rui Miguel Ribeiro
1.ª edição
Saguão 43
Fevereiro de 2026
tiragem 750 exemplares
ISBN: 9789893505182
Depósito Legal: 560093/26
Este trabalho é financiado por Fundos Nacionais através da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do projecto UID/00183/2025.

«Há dois elementos fundamentais da peça que tornam plausível o que começa por parecer simplesmente absurdo ao público masculino a que ela é dirigida: a seriedade do discurso em prol da justiça e o facto de o plano de Lisístrata resultar — ou seja, o facto de a «greve de sexo» e a tomada da Acrópole pelas mulheres forçarem Atenienses e Espartanos a fazer a paz. É assim que, depois do Prólogo e do Párodo, a acção dramática vai apresentando uma alternativa à perspectiva misógina do público: o absurdo torna-se plausível, cada vez mais «real», até que os valores inerentes a esse ponto de vista são desestabilizados. Todo aquele que, no início, tenha começado por colocar-se nessa perspectiva e rido das mulheres se vê posto em causa, de tal modo que, se continua a rir, agora, quer o saiba, quer não, é de si mesmo que ri.»
Da Introdução de LUISA BUARQUE e JOÃO CONSTÂNCIO

