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Maria Filomena Molder. A leitora inactual, por João Oliveira Duarte

Maria Filomena Molder. A leitora inactual, por João Oliveira Duarte

Escrito em 17 de Nov. de 2020

Acaba de ser reeditado “O Absoluto que pertence à Terra”, uma leitura de Hermann Broch em que Filomena Molder permanece profundamente inactual, reclamando-se da sua condição de herdeira numa época pouco dada a herdar o que quer que seja. O cenário filosófico em Portugal é deprimente. À excepção de uma ou outra ilha de interesse, o resto é história da filosofia, com maior ou menor pertinência, um conjunto de seres obscuros que nos tentam vender uma espécie de nacionalismo filosófico esclerosado e uma universidade virada sobre si mesma – o mundo poderia desaparecer que iriam continuar a surgir teses sobre ... Ler mais
Os nadas de Emily Dickinson, Maria Irene Ramalho

Os nadas de Emily Dickinson, Maria Irene Ramalho

Escrito em 21 de Out. de 2020

Em boa hora a Saguão deu a lume os Poemas envelope de Emily Dickinson (Julho de 2020).  Quando, em 2012, a New Directions publicou o grosso e pesado volume intitulado Emily Dickinson, The Gorgeous Nothings, o mundo académico e artístico rejubilou. As reacções de poetas, artistas e especialistas de poesia, em geral, e da obra de Emily Dickinson, em particular, não se fizeram esperar. Marjorie Perloff imediatamente lhe chamou o seu “livro do ano”. Como disse a poeta e privilegiada leitora de Dickinson, Susan Howe, que aliás escreveu um belo prefácio para o livro, The Gorgeous Nothings é, em si ... Ler mais
FALEMOS DE CARTAS, José Tolentino Mendonça, Revista E do Semanário Express

FALEMOS DE CARTAS, José Tolentino Mendonça, Revista E do Semanário Express

Escrito em 17 de Out. de 2020

NA VERDADE, UMA CARTA NÃO SE RESUME À MENSAGEM ESCRITA, E ISSO É TAMBÉM A SUA RIQUEZA. TUDO NELA É MENSAGEM   Numa das mais fascinantes cartas da literatura portuguesa, aquela que Fernando Pessoa escreve a Adolfo Casais Monteiro explicando a génese dos seus heterónimos, há duas informações marginais que certamente não passam despercebidas a quem valoriza a prática epistolar. Pessoa começa por desculpar-se por não ter à mão um papel melhor do que aquele de cópia em que escreve ao seu correspondente. E mais à frente, num parêntesis autoirónico sobre a forma como o seu discurso se deixava continuamente ... Ler mais
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