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“A Balada de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Christoph Rilke”, texto de João Carneiro, no Semanário Expresso de 1/12/2018 a propósito do projecto teatral de Maria Duarte e João Rodrigues.

Escrito em 01 de Dez. de 2018

“A Balada de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Christoph Rilke” foi, segundo o seu autor, escrita numa única noite, em 1899. Rilke insistiu sempre nesta narrativa sobre a génese da obra, apesar de ela ter conhecido três versões diferentes, entre 1899 e 1906. Rilke considerava-a algo imatura; não via com bons olhos as tentativas de tradução da “Balada…”, e nenhuma delas o terá deixado satisfeito. Para o escritor, muito do interesse do texto estaria, justamente, na utilização da língua, da linguagem, das palavras; assim, qualquer tradução deixaria de ser ‘aquela’ obra, ela desapareceria, necessariamente, na sua versão para outra ... Ler mais

PENSAMENTOS de GIACOMO LEOPARDI, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

Escrito em 22 de Out. de 2018

«Leopardi incorporara de tal forma a torrente imemorial dos Antigos, que podia manejá-la, lírica e subjectivamente, como se reescrevesse o clássico por dentro. […] Os exemplos canónicos servem-lhe como auctoritates, mas também como armas de arremesso, técnicas de ataque e instrumentos de uma ironia implacável. É o caso de Marcial, “que, quando alguém lhe perguntava por que motivo não lhe lia os seus versos, respondia ‘para não ouvir os teus’” (p.43). […] Em tudo quanto escreveu, esteve sempre presente o mesmo cuidado formal, um empenho infatigável em fazer jus aos modelos e às realizações do passado, cunhando sobre elas o ... Ler mais

PENSAR DEPOIS NO CAMINHO de ALBERTO PIMENTA, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

Escrito em 05 de Set. de 2018

«Um poema de Alberto Pimenta motiva sempre uma descida inesperada e irremediável dos níveis de previsibilidade e segurança. Porque todo o trabalho de Pimenta é risco e imoderação. A sua actuação é de uma permanente imponderabilidade. O poema, este poema, é uma imparável máquina produtora (e revolucionária) de sentidos. A fluidez com que avança o verso, sem quase quebras estróficas ou organizadoras, equivale ao modo contínuo como os temas se entrelaçam uns pelos outros. E nadase torna acumulação, pois do que se trata é de uma certa naturalidade, uma espécie de inevitabilidade. É o modo altamente orgânico como os elementos ... Ler mais
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