The Disappointed Writer

Foteini Vlachou

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Art in the Periphery International Conference – Hommage to Foteini Vlachou

https://artintheperipheryconference.weebly.com/programme.html

Art in the Periphery International Conference – Hommage to Foteini Vlachou

ART IN THE PERIPHERY | INTERNATIONAL CONFERENCE

14 – 16 March 2019, Lisbon

About the Conference:
Paying hommage to the work of Foteini Vlachou (1975-2017), this conference aims to discuss the concept of periphery while focusing on the geographic and thematic areas that have been neglected by traditional and/or canonical art history. It seeks to push the discussion towards the understanding of the periphery as plural, historical and changeable, focusing on the non-linearity of cultural processes and historical time, and the non-universality of the artistic canons.

Keynote speakers:
– Béatrice Joyeux-Prunel
– Terry Smith

16 MARCH, 18:15
ROUND TABLE: Presentation and discussion of Foteini Vlachou’s book The Disappointed Writer (2019). Chair: Mariana Pinto dos Santos (IHA)
With Terry Smith, Béatrice Joyeux-Prunel, Joana Cunha Leal, Alicia Miguélez, Eleonora Vratskidou
Programme:
https://artintheperipheryconference.weebly.com/programme.html

“A Balada de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Christoph Rilke”, texto de João Carneiro, no Semanário Expresso de 1/12/2018 a propósito do projecto teatral de Maria Duarte e João Rodrigues.

«“A Balada de Amor e de Morte do Porta-Estandarte Christoph Rilke” foi, segundo o seu autor, escrita numa única noite, em 1899. Rilke insistiu sempre nesta narrativa sobre a génese da obra, apesar de ela ter conhecido três versões diferentes, entre 1899 e 1906. Rilke considerava-a algo imatura; não via com bons olhos as tentativas de tradução da “Balada…”, e nenhuma delas o terá deixado satisfeito. Para o escritor, muito do interesse do texto estaria, justamente, na utilização da língua, da linguagem, das palavras; assim, qualquer tradução deixaria de ser ‘aquela’ obra, ela desapareceria, necessariamente, na sua versão para outra língua. “A Balada de Amor e de Morte…” é um poema constituído por um conjunto de curtos segmentos narrativos, antecedidos por um fragmento escrito num registo declarativo, como o anúncio de um incidente histórico, num tempo que é o século dezassete, e que abre, contudo, o espaço textual para um registo fantástico, interrompido mal começa a ser enunciado. Seguem-se 26 curtos textos e um epílogo, que são outras tantas descrições parciais de uma biografia, de um tempo e de um imaginário assentes num universo temático marcado pelo amor, pela amizade, pela guerra, pela viagem, pela relação entre a vida e a morte e, ainda, por um trabalho de escrita que explora as tensões entre a materialidade da palavra e as possibilidades de simbolização da linguagem. É este texto que Maria Duarte e João Rodrigues entenderam recrear sob a forma de espetáculo, no qual a palavra é dita por Maria Duarte; o projeto inclui ainda uma nova tradução do texto original, feita por Bruno C. Duarte, uma edição bilingue do mesmo, e um link para a versão áudio final.» — texto de João Carneiro, no Semanário Expresso de 1/12/2018 a propósito do projecto teatral de Maria Duarte e João Rodrigues.
 
fotografia de Margarida Dias

Pádua Fernandes sobre PENSAR DEPOIS NO CAMINHO de Alberto Pimenta

 

«Quando um escritor da dimensão de Alberto Pimenta lança livro novo, sobram motivos de júbilo não apenas para o meio literário português, ou para o lusófono, mas para todos os falantes da língua: pois ele, o autor, a amplia, a renova, quando renova a si mesmo. E é o que continua a fazer, depois de ter completado oitenta anos de vida, ao lançar o volume Pensar depois No caminho (Lisboa: Edições do Saguão, 2018).
Neste ano, foi lançado o genial filme de Edgar Pêra, “O Homem-Pykante – Diálogos com Alberto Pimenta” (em Portugal, em maio; no Brasil, foi exibido em outubro), que trata do performer, artista plástico, professor, escritor, todas essas atividades de Pimenta. Este livro não entrou no filme, mas ouso dizer que ainda ampliaria o retrato cinematográfico do autor, se tivesse havido tempo para tratar desta nova publicação.» — O Palco e o Mundo 

 

PENSAMENTOS de GIACOMO LEOPARDI, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

Misantrópico amante da humanidade

«Leopardi incorporara de tal forma a torrente imemorial dos Antigos, que podia manejá-la, lírica e subjectivamente, como se reescrevesse o clássico por dentro. […] Os exemplos canónicos servem-lhe como auctoritates, mas também como armas de arremesso, técnicas de ataque e instrumentos de uma ironia implacável. É o caso de Marcial, “que, quando alguém lhe perguntava por que motivo não lhe lia os seus versos, respondia ‘para não ouvir os teus’” (p.43). […] Em tudo quanto escreveu, esteve sempre presente o mesmo cuidado formal, um empenho infatigável em fazer jus aos modelos e às realizações do passado, cunhando sobre elas o que provinha de uma personalidade literária idiossincrática e de enorme força.»

Ler artigo completo: https://www.publico.pt/2018/10/12/culturaipsilon/critica/misantropico-amante-da-humanidade-1846811

Comprar o livro: https://www.edicoesdosaguao.pt/pensamentos/

PENSAR DEPOIS NO CAMINHO de ALBERTO PIMENTA, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

«Um poema de Alberto Pimenta motiva sempre uma descida inesperada e irremediável dos níveis de previsibilidade e segurança. Porque todo o trabalho de Pimenta é risco e imoderação. A sua actuação é de uma permanente imponderabilidade. O poema, este poema, é uma imparável máquina produtora (e revolucionária) de sentidos. A fluidez com que avança o verso, sem quase quebras estróficas ou organizadoras, equivale ao modo contínuo como os temas se entrelaçam uns pelos outros. E nadase torna acumulação, pois do que se trata é de uma certa naturalidade, uma espécie de inevitabilidade. É o modo altamente orgânico como os elementos se conhecem como afins; esse tónus ilocalizável que possuem as palavras e os seus agrupamentos quando é a arte de Pimenta que os coliga. Mais do que combinatória, é uma arte mágica, porque não enjeita o que há de sortílego na criação. […] O que, em Pimenta, mais impressiona é que a erudição nunca surge como um convidado inconveniente, uma excrescência — mas como aquilo que sempre lá devia ter estado, desde sempre, e para todos os efeitos.
[…]
Neste poema épico, Alberto Pimenta revisita uma herança comum de iniquidades e desmandos, de violentos acessos dos deuses às coisas da humanidade, de guerras como as de Tróia, mais do que uma vez lembrada, de indignidades de agora que são de sempre.»

[…]

Pensar depois no caminho é obra de um poeta profundamente sabedor de que “tudo se recombina” (A Magia Que Tira os Pecados do Mundo) e que a função da poesia é “ampliar o mundo/ não/ reduzi-lo ao tamanho de cromos” (De Nada, Boca, 2010). Um poeta que faz conviver, através de uma forma poética declaradamente exigente, as mais desavindas proveniências, que confluem na personagem colectiva que é a humanidade.»

— Hugo Pinto Santos, sobre PENSAR DEPOIS NO CAMINHO de ALBERTO PIMENTA, no suplemento Ípsilon, Jornal Público, 17.8.2018

https://www.publico.pt/2018/08/23/culturaipsilon/critica/a-epica-do-presente-continuo-1840896

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PENSAMENTOS de Giacomo Leopardi na Revista E do Semanário EXPRESSO por Pedro Mexia

“Há outras passagens notáveis nos “Pensamentos”, algumas das quais muito modernas, como a obsessão em ser “autor” ou o poder destrutivo e defensivo do riso. O tédio é um tema recorrente: muitas das vilezas que as pessoas fazem servem antes de mais para combater o tédio. Já a frivolidade é vista como um bem, porque não há convívio sem trivialidade. Mas uma e outra vez o texto volta à melancolia teatral dos jovens, aos velhos que acham que o clima mudou porque eles mudaram, aos jovens que à medida que o tempo passa se vão contentando com menos, aos velhos que coleccionam efemérides para impedir que o passado se apague. Leopardi evita casos na primeira pessoa, mas é fácil pressentirmos uma fortíssima ressonância autobiográfica. Porque ele nos aconselha, com evidente mágoa, a não confiarmos em ninguém; porque diz que só escolhe o bem quem não teve escolha; porque lamenta a insuficiência do mundo face à vastidão do espírito.”

— Pedro Mexia, sobre PENSAMENTOS de Giacomo Leopardi, Revista E do Semanário Expresso 25.08.2018

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Yvette Centeno sobre o novo livro de Alberto Pimenta: pensar depois no caminho

Texto completo no seu blog Literatura e Arte

«Porque este poeta não permite descanso: a sua força poética tem pulsão de performance,  mas tem igualmente a subtileza rara de uma erudição discreta, não menos exigente. Poesia de contrastes, como de contrastes é feita a sua personalidade, que assim se manifesta: no dito e no seu oposto, no aceite e no recusado – e sempre com uma veemência que nos apanha em contrapé.
Se num lado (pp.78-79) exprime em versos aparentemente tranquilos o que foi Tróia, com a Bela Helena, a sua perfeição, logo do outro nos atira à cara que Tróia já passou ( o que é verdade, em Alberto não encontramos mentiras ), que a história é isto, a festa acabou e ficou a louça para lavar…Os heróis, avisa ele, não eram ainda accionistas, mas já se adivinhava que viriam a ser / coisa / ah sim…E puxando-nos agora para a realidade que é a nossa e será a de sempre (do lado direito da página, racional, desconstruindo a narrativa fluida do lado do coração, memória mítica – abaixo com os mitos, e todos de uma só vez )
“quem lavou a louça / decerto os mesmos / de ontem e amanhã /
hoje com / outro encargo/ mecanizado / pois os accionistas / maquinaram / máquinas poupam e / fazem eles a festa lá longe /
enquanto aqui / infestam” …
Não percebiam?
Iam os leitores embalados nalgum sonho mais mítico e mais lírico? Acordem, a torrente que os arrasta é a verdade poética do mundo, deste mundo relido pelo reverso, não pelo verso.
Como seria fácil, a tanta cultura, o verso! A tanto pesadelo, o mirífico sonho, o ledo engano de alma..
Pimenta, o “HOMEM PYCANTE” de Edgar Pêra veio, e falou.» — Yvette Centeno, 17 de Junho, 2018

Una questione privata, de Paolo e Vittorio Taviani na FESTA DO CINEMA ITALIANO

 

Paolo e Vittorio Taviani confrontam uma das obras mais importantes da literatura italiana, Una questione privata, de Beppe Fenoglio.
Este filme atesta a longa militância cinematográfica dos realizadores de Padre Padrone e de César Deve Morrer confirmando, em simultâneo, a juventude artística da dupla com uma obra de grande rigor filológico mas capaz de surpreender o espectador.

Em 1943, durante a guerra de libertação nas Langhe, as colinas áridas do sul do Piemonte, o militar Milton encontra-se dividido entre a luta contra os nazi-fascistas, a amizade com os companheiros da brigada e seu amor clandestino por Fulvia.

As Edições do Saguão prevêm editar esta obra em 2019.

Recensão no ÍPSILON (Jornal Público) à BALADA DO VELHO MARINHEIRO

Balada foi o culminar de um longo processo de reflexão e amadurecimento de ideias que começaram a formar-se no espírito do poeta no Outono de 1797. Por esta altura, Coleridge debatia com Wordsworth o modo de dar expressão ao fascínio que sentia pelo modo narrativo da balada, nomeadamente a que havia sido praticada pelo poeta alemão G. A. Bürger — cujo Lenore fora, por essa altura, traduzido em Inglaterra. […] a tradução de Pimenta, parte da sua tese de licenciatura, demonstra a fulgurância dos seus poderes de escrita e reinvenção, bem como o desvelo com que este poeta tratou a música do poema […]

https://www.publico.pt/2018/01/04/culturaipsilon/critica/o-canto-enigmatico-do-mar-1797546