«Um olho que ri e um olho que chora» – Maria Irene Ramalho, sobre ZOMBO de Alberto Pimenta
Escrito em 26 de Set. de 2019
«Este último, e desassossegante, novo livro de Alberto Pimenta, mais do que qualquer outro, exige um olhar panorâmico. […] Zombo evoca, mais comicamente ainda, outros cansaços da implacável rotina da cultura, como o fastio do discípulo prestes a ser traidor, na hilariante “Penúltima Ceia” […] A verdade é que o poeta de Zombo, tal como o Camões dos Lusíadas (X, 145) – “No mais, Musa, no mais, que a Lira tenho / Destemperada e a voz enrouquecida” –, chega cansado da sua longa caminhada: ”estou exausto deste serviço, mais não, não peçam / despeçam-me” (87), o trocadilho que resulta da ... Ler mais

