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PENSAMENTOS de GIACOMO LEOPARDI, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

Escrito em 22 de Out. de 2018

«Leopardi incorporara de tal forma a torrente imemorial dos Antigos, que podia manejá-la, lírica e subjectivamente, como se reescrevesse o clássico por dentro. […] Os exemplos canónicos servem-lhe como auctoritates, mas também como armas de arremesso, técnicas de ataque e instrumentos de uma ironia implacável. É o caso de Marcial, “que, quando alguém lhe perguntava por que motivo não lhe lia os seus versos, respondia ‘para não ouvir os teus’” (p.43). […] Em tudo quanto escreveu, esteve sempre presente o mesmo cuidado formal, um empenho infatigável em fazer jus aos modelos e às realizações do passado, cunhando sobre elas o ... Ler mais

PENSAR DEPOIS NO CAMINHO de ALBERTO PIMENTA, no ÍPSILON por Hugo Pinto Santos

Escrito em 05 de Set. de 2018

«Um poema de Alberto Pimenta motiva sempre uma descida inesperada e irremediável dos níveis de previsibilidade e segurança. Porque todo o trabalho de Pimenta é risco e imoderação. A sua actuação é de uma permanente imponderabilidade. O poema, este poema, é uma imparável máquina produtora (e revolucionária) de sentidos. A fluidez com que avança o verso, sem quase quebras estróficas ou organizadoras, equivale ao modo contínuo como os temas se entrelaçam uns pelos outros. E nadase torna acumulação, pois do que se trata é de uma certa naturalidade, uma espécie de inevitabilidade. É o modo altamente orgânico como os elementos ... Ler mais

“Pensamentos” de Giacomo Leopardi na Revista E do Semanário Expresso

Escrito em 25 de Ago. de 2018

Os cento e onze fragmentos que Giacomo Leopardi redigiu ou reformulou entre 1831 e 1835, e que foram publicados após a sua morte, antes dos 40 anos, em 1837, são uma destilação do famoso “Zibaldone”, as quase cinco mil páginas de anotações que este aristocrata erudito e infeliz nos deixou. Tal como os livros dos “moralistas” franceses (um dos quais, La Bruyère, é citado), esta colectânea (aqui em edição bilingue, e com um substantivo posfácio) propõe-se comentar a conduta humana, os hábitos sociais, as lições da experiência. Mas não se pense que Leopardi apenas verifica comportamentos: percebemos que supõe conhecer ... Ler mais
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