FALEMOS DE CARTAS, José Tolentino Mendonça, Revista E do Semanário Express
Escrito em 17 de Out. de 2020
NA VERDADE, UMA CARTA NÃO SE RESUME À MENSAGEM ESCRITA, E ISSO É TAMBÉM A SUA RIQUEZA. TUDO NELA É MENSAGEM
Numa das mais fascinantes cartas da literatura portuguesa, aquela que Fernando Pessoa escreve a Adolfo Casais Monteiro explicando a génese dos seus heterónimos, há duas informações marginais que certamente não passam despercebidas a quem valoriza a prática epistolar. Pessoa começa por desculpar-se por não ter à mão um papel melhor do que aquele de cópia em que escreve ao seu correspondente. E mais à frente, num parêntesis autoirónico sobre a forma como o seu discurso se deixava continuamente ... Ler mais


